Era uma vez uma porca que tinha três porquinhos.
Como já estavam bem grandes, ela disse que cada um teria que ir morar em sua própria casinha.
🐷 O primeiro porquinho
O primeiro porquinho era meio preguiçoso e não procurou muito. Logo encontrou um homem com um fardo de palha.
O porquinho pediu ao homem um pouco de palha, pensando em usar o material para construir sua casinha.
O homem atendeu ao pedido e deu palha suficiente para construir uma casinha bem bonitinha, mas muito fraquinha.
O porquinho morou na casinha de palha por um bom tempo… até que um dia:
Toc-toc-toc!
Alguém bateu à porta.
Lá de dentro, o porquinho perguntou:
— Quem é?
A resposta foi assustadora:
— Porquinho, porquinho! Deixe-me entrar!
Era o Lobo Mau, que queria entrar na casinha para comer o porquinho!
Apavorado, o porquinho respondeu:
— Não! Não! Pelos fios da minha barba! Aqui você não vai pisar!
Então o Lobo disse:
— Então vou soprar, vou bufar, e sua casa arrebentar!
E foi o que o Lobo fez: soprou e bufou, e a casinha foi pelos ares.
E o Lobo comeu o porquinho.
🐷 O segundo porquinho
O segundo porquinho procurou um pouco mais e encontrou um homem com tábuas de madeira.
O porquinho pediu ao homem algumas tábuas, pensando em usar o material para construir sua casinha.
O homem atendeu ao pedido e deu várias tábuas de madeira.
Com as tábuas, o porquinho construiu uma casinha feita toda de madeira, bem bonitinha.
Ele morou ali por um bom tempo… até que um dia:
Toc-toc-toc!
Alguém bateu à porta.
— Quem é? — perguntou o porquinho.
— Porquinho, porquinho! Deixe-me entrar! — respondeu o Lobo Mau.
O porquinho repetiu:
— Não! Não! Pelos fios da minha barba! Aqui você não vai pisar!
O Lobo disse:
— Então vou soprar, vou bufar, e sua casa arrebentar!
E foi o que o Lobo fez: soprou e bufou, bufou e soprou, até que a casinha foi pelos ares.
E ele comeu o porquinho.
🐷 O terceiro porquinho
O terceiro porquinho, que era muito esperto, procurou bastante e com cuidado encontrou um homem com um carregamento de tijolos e cimento.
O porquinho pediu ao homem um pouco de tijolos e cimento, pensando em usar o material para construir sua casinha.
O homem atendeu ao pedido e deu tijolos e cimento suficientes.
Com o material, o porquinho construiu uma casinha feita toda de tijolos, que ficou muito bonitinha e resistente.
Ele morou ali por um bom tempo… até que um dia:
Toc-toc-toc!
Alguém bateu à porta.
— Quem é? — perguntou o porquinho.
— Porquinho, porquinho! Deixe-me entrar! — disse o Lobo Mau.
— Não! Não! Pelos fios da minha barba! Aqui você não vai pisar! — respondeu o porquinho.
— Então vou soprar, vou bufar, e sua casa arrebentar! — ameaçou o Lobo.
— Hi-hi-hi… pode tentar — disse o porquinho.
O Lobo soprou e bufou, bufou e soprou, e soprou, e bufou… até ficar sem fôlego.
A casinha de tijolos nem se mexia. O Lobo ficou muito frustrado, gritou, xingou e ficou muito bravo.
Como ficar bravo não resolveu nada, o Lobo foi se acalmando e pensando em um plano para fazer o porquinho sair de casa.
Pensou, pensou e pensou… mas não era um plano muito bom. O Lobo não era muito esperto.
🌱 O plano dos rabanetes
— Porquinho, você gosta de rabanetes? — perguntou o Lobo.
— Sim, adoro rabanetes — respondeu o porquinho.
— Se quiser, posso levar você amanhã de manhã à plantação de rabanetes, lá no sítio do Seu José. Podemos colher rabanetes juntos.
— Claro, Lobo! Combinado. A que horas você passa aqui?
— Passo às 9 horas em ponto.
No dia seguinte, o porquinho — que era muito esperto — saiu de casa às 8 horas, antes do Lobo chegar.
Foi até a plantação, colheu um monte de rabanetes e voltou para casa com uma sacola cheia.
Às 9 horas, quando o Lobo chegou e perguntou:
— Porquinho, vamos lá colher os rabanetes?
O porquinho respondeu, muito satisfeito:
— Ah, Lobo, já fui e já voltei! Tenho rabanetes para o almoço e o jantar!
O Lobo, ao perceber que havia sido enganado, ficou muito bravo, mas logo se acalmou e pensou em outro plano.
Pensou, pensou e pensou… mas novamente não era um plano muito bom.
🍎 O plano das maçãs
— Porquinho, e de maçãs, você gosta?
— Sim, Lobo. Adoro maçãs. Por quê?
— Olha, Porquinho, se você não me enganar, podemos ir amanhã ao pomar do Senhor João, depois do Jardim Feliz. Há uma macieira carregada por lá.
— Claro, Lobo. Vamos sim. A que horas você passa?
Desconfiado, o Lobo respondeu:
— Passo às 8 horas. Mas não vá me enganar, hein?
— Enganar? Eu? Como poderia enganar um Lobo tão esperto? Combinado: 8 horas.
No dia seguinte, o porquinho acordou mais cedo e saiu às 7h.
Foi até o pomar e precisou subir na macieira para colher as maçãs.
Lá de cima, viu o Lobo chegando e ficou sem saber o que fazer.
Quando o Lobo se aproximou, o porquinho disse que ia jogar uma maçã para ele — mas jogou a maçã bem longe.
O Lobo (que é parente do cachorro) não resistiu e saiu correndo atrás da maçã.
O porquinho pulou da árvore e fugiu correndo para casa.
O Lobo ficou furioso, mas como a casa era longe, teve tempo de se acalmar e pensar em outro plano.
🛢️ O plano da feira
Já mais calmo, o Lobo perguntou:
— Porquinho, você vai à feira amanhã?
— Claro que vou, Lobo. Preciso comprar uma desnatadeira.
— Vamos juntos, então?
— Vamos sim! A que horas você passa?
— Passo às 7 horas — disse o Lobo, tentando ser esperto.
— Combinado.
— Mas não vá me enganar!
— Jamais! Como eu poderia enganar um Lobo tão esperto?
No dia seguinte, o porquinho saiu às 6 horas, antes do Lobo chegar.
Foi à feira, comprou a desnatadeira e voltou para casa.
No caminho, viu o Lobo vindo de longe. Desesperado, entrou dentro da desnatadeira e saiu rolando pela estrada.
Passou rolando bem ao lado do Lobo, que ficou morrendo de medo daquela coisa enorme de metal vindo em sua direção.
O Lobo fugiu para casa apavorado.
🔥 O desfecho
No dia seguinte, o Lobo voltou à casa do porquinho e bateu à porta.
— Porquinho!
— Oi, Lobo, bom dia! — respondeu o porquinho, muito satisfeito.
— Porquinho, você não sabe o que aconteceu ontem! Fui atacado por uma coisa enorme e redonda de metal!
— Hihi… era eu, Lobo. Vi você vindo na estrada, entrei na desnatadeira e fugi rolando dentro dela.
O Lobo não aguentou e ficou louco de raiva: gritou, uivou, soprou, bufou, chutou… mas nada adiantava.
Então se acalmou um pouco e começou a procurar uma maneira de entrar na casinha.
Percebeu que havia uma chaminé bem grande e uma árvore ao lado da casa.
Subiu na árvore, pulou para o telhado e depois para dentro da chaminé.
Acontece que o porquinho, muito esperto, havia deixado um caldeirão com água fervendo embaixo da chaminé.
Quando o Lobo desceu, caiu direto no caldeirão.
O porquinho tampou, cozinhou o Lobo e o comeu no jantar.